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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Carnaval à luz da Bíblia


Carnaval
O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma.

Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:  "O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.

"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma. A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857). Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunimos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:  "O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)  Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval .

"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."

"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."

"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)  O Festival Dionisiano então, não parece ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval?

Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.

Autor: Irlan de Alvarenga Cidade

domingo, 25 de dezembro de 2011

É legítima a comemoração do Natal?


É tempo de natal! As comemorações se iniciam muito antes da data oficial da celebração. Igrejas cristãs em todo o mundo realizam atividades alusivas ao nascimento de Jesus.

Neste período há também especulações sobre ser certo ou errado o cristão festejar a data. A forte comercalização no período faz com que o verdadeiro sentido do natal se perca. Será?

Rev. Hernandes Dias Lopes, apresentador do programa Verdade e Vida (IPB) faz uma reflexão sobre o assunto, de maneira clara.

"O Natal é uma festa cristã e não pagã. Há uma onda entre alguns cristãos, na atualidade, taxando aqueles que comemoram o Natal de serem infiéis e heterodoxos, dizendo que essa comemoração não é legítima nem cristã. Precisamos, a bem da verdade, pontuar algumas coisas:

1. A distorção do Natal. Ao longo dos anos o Natal tem sido desfigurado com algumas inovações estranhas às Escrituras. Vejamos: Primeiro, o Papai-Noel. O bojudo velhinho Papai-Noel, garoto propaganda do comércio guloso, tem sido o grande personagem do Natal secularizado, trazendo a ideia de que Natal é comércio e consumismo. Natal, porém, não é presente do homem para o homem, é presente de Deus para o homem. Natal não é a festa do consumismo; é a festa da graça. Natal não é festa terrena; é festa celestial. Natal é a festa da salvação. Segundo, os símbolos do Natal secularizado. Há muitos símbolos que foram sendo agregados ao Natal, que nada tem a ver com ele, como o presépio, a árvore natalina, as luzes, os trenós, a troca de presentes. Essa embalagem, embora, tão atraente, esconde em vez de revelar o verdadeiro Natal. Encantar-se com a embalagem e dispensar o conteúdo que ela pretende apresentar é um lamentável equívoco. Terceiro, os banquetes gastronômicos e a troca de presentes não expressam o sentido do Natal. Embora, nada haja de errado celebrarmos com a família e amigos, degustando as iguarias deliciosas provindas do próprio Deus e manifestarmos alegria e expressarmos amor na doação ou mesmo troca de presentes, esse não é o cerne do Natal. Longe de lançar luz sobre o seu sentido, cobre-o com um véu.

2. A proibição do Natal. Tão grave quando a distorção do Natal é a proibição da celebração do Natal. Na igreja primitiva a festa do ágape, realizada como prelúdio da santa ceia foi distorcida. A igreja não deixou de celebrar a ceia por causa dessa distorção. Ao contrário, aboliu a distorção e continuou com a ceia. Não podemos jogar a criança fora com a água da bacia. Não podemos considerar o Natal, o nascimento do Salvador, celebrado com entusiasmo tanto pelos anjos como pelos homens, uma festa pagã. Pagão são os acréscimos feitos pelos homens, não o Natal de Jesus. Não celebramos os acréscimos, celebramos Jesus! Não celebramos o Papai-Noel, celebramos o Filho de Deus. Não celebramos a árvore enfeitada, celebramos o Verbo que se fez carne. Não celebramos os banquetes gastronômicos, celebramos o banquete da graça. Não celebramos a troca de presentes, celebramos Jesus, a dádiva suprema de Deus.

3. A celebração do Natal. O Natal de Jesus Cristo foi celebrado com grande entusiasmo em Belém. O anjo de Deus apareceu aos pastores e disse-lhes: “Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria, que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Natal é a boa nova do nascimento de Jesus. É o cumprimento de um plano traçado na eternidade. É a consumação da mensagem dos profetas. É a realização da expectativa do povo de Deus. Natal é a encarnação do Verbo de Deus. É Deus vestindo pele humana. Natal é Deus se fazendo homem e o eterno entrando no tempo. Natal é Jesus sendo apresentado como o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor soberano do universo. Quando essa mensagem foi proclamada, os céus se cobriram de anjos, que cantaram: “Glórias a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14). O verdadeiro Natal traz glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. Natal é boa nova de grande alegria para todo o povo. O verdadeiro Natal foi celebrado com efusiva alegria no céu e na terra. Portanto, prossigamos em celebrar o nascimento do nosso glorioso Salvador!"

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 19 de novembro de 2011

CONVIVENDO COM A DOR - MAS OLHANDO PARA A FRENTE !!! - por Dino Ari Fernandes



PERDOE-ME SE ESTOU SENDO INOPORTUNO,

MAS....

A IMAGEM VIVA E EXPRESSIVA DO BISPO ADOLFO NÃO SAI DE MINHA MENTE E CORAÇÃO - E NÃO POUCAS VEZES FICA IMPOSSÍVEL CONTER AS LÁGRIMAS....

O Concílio Geral Extraordinário aproxima-se....

Articulações vão se firmando, mas... há uma questão que não pode deixar de calar no meu coração e creio que no teu também...

"Quem o substituirá ? "

Lembro-me que o Colégio Apostólico - para substituir Judas Iscariotes, resolveu "tirar a sorte" e votaram: "MATIAS" !!!

AFINAL...

Quem era o mais competente e melhor preparado para o cargo ?

ACERTARAM NA DECISÃO ?

Creio firmemente que não !!!

A escolha deles foi por MATIAS, mas quem o Pai levantou para tal substituição foi PAULO DE TARSO...

Que diferença entre ambos !!!

Enquanto as "articulações" acontecem... e os "sonhos" reacendem... candidatos "reaparecem"....

Uma inquietante pergunta faz-me brotar a voz: "QUEM ESTARIA DE FATO DISPOSTO A PAGAR O PREÇO DESTE DISCIPULADO" ?

O reconhecimento "intelectual" seria bastante e satisfaria à missão ?

Afinal, títulos acadêmicos são importantes, mas não podem ser mais nobres do que o "intuito genuinamente missionário", pois esse depende da "disposição de pagar o preço" em: "SER SERVO" - "SER PASTOR" - "SER HUMILDE O BASTANTE PARA FALAR A LINGUAGEM DO POVO DA REMA" - "TER PAIXÃO PELO CHEIRO DE OVELHAS" - "TER ARDOR MISSIONÁRIO" - "TER UM CORAÇÃO CATIVO DO ALTAR" - "TER O DESEJO DA SANTIDADE BÍBLICA"....

ADOLFO EVARISTO DE SOUZA amava "ser pastor", pois "respirava ser pastor", identificava-se no "PASTOR" e não queria outra coisa senão "SER PASTOR"...

Pegar o "bastão" e "continuar a corrida" - certamente não será fácil, principalmente se quem o substituir não tiver a mesma garra, visão, anelo coronariano, alma iluminada, sêde missionária, ânsia pela santidade bíblica e "Poder para Testemunhar"....

Pessoalmente oro e almejo que nenhum dos "candidatos natos" ou "aspirantes" nas messes políticas vença essa corrida, pois se isso ocorrer, certamente estaremos agindo como os demais apóstolos: "apostando na sorte" e escolhendo mal....

Afinal, porque será que JOSÉ CARLOS PERES foi o escolhido - ele que "não tinha chance" e era até mesmo um dos "rejeitados"... ?

Porque DAVI foi escolhido para ser rei, e não um de seus irmãos "mais preparados" ?

É... Deus age assim mesmo !!!

HUMANAMENTE FALANDO - pessoalmente gostaria de que o "escolhido" fosse alguém da REMA - já do campo, dele conhecedor, preparado para essa "missão" tão gloriosa: SER MISSIONÁRIO - acostumado ao desafio, à dura peleja - discípulo direto de ADOLFO - focado na MISSÃO - com o coração flamejante e disposto a "pagar o preço dessa caminhada - com uma única aspiração: VIVER NO PODER DO ESPÍRITO SANTO de DEUS !!!

Quem sabe, alguém com um perfil de JOSUÉ e CALEBE...

Corajoso e encorajado a "assumir" o lugar de ADOLFO, e continuar a corrida em busca do troféu maior: "O REINO DE DEUS IMPLANTADO EM TODA A AMAZÔNIA BRASILEIRA"....

Alguém com os "calos" nas mãos, "com marcas dos mosquitos e pernilongos nas veias", na rusticidade da fé viva, pessoal, poderosa e comunitária....

Pouco distante de gabinete, de "campo nato" - respirando a "sanha por missões", amante da santidade bíblica, lábios flamejantes pela evangelização, construtor de vidas, clarim estridente para despertar vocações missionárias....

Alguém a quem esse povo maravilhoso da Amazônia Brasileira tivesse o orgulho santo e prazer em dizer e chamar: "NOSSO/A BISPO/A" - com autoridade na Palavra, no Espírito, no exemplo familiar e pastoral antes da autoridade do cargo....

Perdoem-me a ousadia de pensar, orar e ter a coragem de expressar...

Mas...

Será que não temos alguém assim na REMA ?

Eu creio que sim, oro por isso e anseio nessa visão para o "agora" !!!

Dino Arí Fernandes

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Pastor metodista escreve sobre a eleição da/o próxima/o bispa/o da REMA

Gostaria de uma eleição diferente para o futuro bispo ou bispa da Região Missionária da Amazônia

Há algum tempo venho pensando que deveríamos ter uma eleição diferente para bispos e bispas de campos missionários, como é a Região Missionária da Amazônia (REMA) e a Região Missionária do Nordeste (REMNE), e como deverá ser para cada estado brasileiro que se tornar região-missionária, segundo possibilita proposta missionária aprovada no último Concílio Geral da Igreja Metodista.

Com o falecimento do saudoso Bispo Adolfo, abre-se uma vaga de bispo ou bispa na Igreja Metodista, e o Concílio Geral se reunirá extraordináriamente para elegê-lo ou elegê-la no sábado 17 de dezembro em São Paulo.

Muitos querem ser bispo ou bispa da Igreja e entendo que isso é um desejo justo e bonito. Muitos dizem isso abertamente e também não vejo problema nisso. A política eclesiástica existe, deve existir, mas tem de ser reta, santa, justa, transparente. O que não tem lugar na igreja de Jesus é a politicagem, a coisa iníqua, as tramas, as traições, a mentira, a manipulação de eleições e também do nome de Deus. Deveríamos também desconsiderar aqueles que querem ser bispo ou bispa apenas por amor ao poder, ao fascínio que o episcopado traz, pela cadeira mais bonita no lugar mais alto e mais central, pelas portas e oportunidades que se abrem, pelo sem número de viagens para o bispo(a). Quem não é bênçãonopastorado certamente também não será bênção no episcopado. E mesmo quem é bênção no pastorado poderá não ser bênção no episcopado, como alguns homens e mulheres que eram evangelistas maravilhosos e depois, por falta de espaço do leigo na vida da igreja e pelo fascínio das possibilidades do clericalismo, tornaram-se pastores(as), e infelizmente, pastores(as) não tão bons quanto eram evangelistas. Deus os chamara e os capacitara para uma coisa, mas eles quiseram ser algo para o qual Deus não os havia chamado.

A região missionária como a REMNE não pode ser apenas uma porta aberta (uma oportunidade) para quem deseja ser bispo ou bispa. Mais que um bispo ou bispa, a REMA precisa de um missionário, de um bispo missionário. Homem ou mulher. Mas essencialmente missionário. Ter o corpo na Amazônia. Ter a cabeça na Amazônia. Ter o coração na Amazônia. Ter um ministério para a Amazônia. Que se apresente como sacrifício vivo! Aleluia!

Que não apenas ame missões, mas que ame missões na Amazônia. Que goste de índio, de mata, dos ribeirinhos. Que goste mais do chão e suas comunidades do que da ponte aérea, mais do ministério de Paulo pelas estradas do que fazer parte do Senado Romano, do Sinédrio, do confortável gabinee pastoral.

Porque um bispo ou bispa metodista para a Amazônia precisa ser um(a) missionário pastor(a) curador de vidas, que ame os pobres e se encarne em suas lutas por justiça, terra, saúde e todo o grande pacote de cidadania. Mas Ele(a) também precisa ser um profeta no sentido bíblico da Palavra. Lutar pela defesa da floresta, da exploração sustentável da floresta, contra o desmatamento, contra os grandes latifúndios, contra os grupos de extermínio que mata trabalhadores e líderes sindicais que denunciam os abusos, o trabalho escravo, o trabalho infantil. Que promovesse um avivamento bíblico que ao invés de levar a igreja para a alienação de ser luz que não brilha nas trevas e sal que não muda o meio onde está (infelizmente o que não acontece com a maior parte da igreja evangélica que cresce em todo Brasil sem a necessária conversão e sem transformação de caráter, sem paixão pela vida que sofre e perece).

Que pudesse ser alguém que caminha sob a mão do Senhor e que tenha a Igreja toda dando-lhe suporte, com oração e clamor e suporte pastoral e político, pois do contrário, não duraria vivo um mês naquela terra. Uma pessoa mais preocupada em salvar vidas do que em mostrar números, do que em mostrar-se em números. Alguém apaixonado em sinalizar e construir o Reino de Deus como foi o um Luther King com a causa dos direitos civis nos EUA, o Missionário Stanley Jones com o povo indiano e o nosso tão pouco lembrado como referência de missionário, pastor e bispo Scilla Franco.

Que saiba trabalhar junto de outros que caminham na mesma direção da justiça e da vontade de Deus. Que não tenha medo da malária, da Funai, de aprender as línguas indígenas, de promover um evangelho "inculturado" ou contextualizado, de perder conforto urbano e a segurança de viver perto de um grande centro metropolitano. Que não se importe de viajar tanto por aquelas distâncias imensas, continentais. De viver na precariedade de recursos para tudo o que seria necessário e na dependência de Deus e da generosidade das orações e ofertas de outros irmãos e irmãs de longe, que de tão longe, não poucas vezes, longe dos olhos, longe do coração, e até longe das orações.

Quantas vezes oramos pela REMA, e seu bispo e seus pastores e pastoras e seus missionários e sua igreja nesse último biênio?

Como um bispo ou bispa é eleito sem indicação e sem debate, talvez antes de iniciarmos o Concílio, devêssemos orar, conversar sobre o perfil de um(a) líder, de um pastor(a), de um homem ou mulher de Deus cuja família aceite igualmente ser comissionada não apenas para Porto Velho ou Manaus, mas para toda a Amazônia, para toda a REMA.

Se fizéssemos isso, a discussão de um perfil mínimo e quem sabe um momento de auto-indicações, de homens e mulheres que se erguessem e dissessem "eis-me aqui! Envia-me a mim", descobríssemos que esse nosso pastor ou pastora, que esse nosso "bispo missionário" ou "bispa missionária" não está em São Paulo, no Rio, no Sul, no Centro Oeste, mas está ali mesmo, na própria REMA.

Um homem ou mulher de Deus que não aparece em TV, nos jornais, nos círculos da visibilidade do poder eclesiástico, nem mesmo num blog da internet. Não está na casa de Jessé mas no campo cuidando de ovelhas, e por isso o profeta Samuel não o vê. Não estou falando contra quem está na tv, na internet, mas pensando que ele (ela) está sem ser visto por nós. Ele(ela) não faz parte de uma delegação que tem muitos delegados e consequentemente não tem muitos votos. Particularmente para uma eleição episcopal.

Como não fiz o "trabalho de casa", nesse exato momento não sei quantas igrejas a REMA tem, não sei quantos e muito menos quem são os presbíteros e presbíteras que estão ali, dando o suor do rosto, o trabalho das mãos, semeando o Evangelho da reconciliação e da vida eterna. Parafraseando a Soraya Junker: gente que embora tenha cartaz com Deus não tem seus nomes escritos num cartaz na Igreja. E infelizmente, repito, longe dos olhos... pois é!

Será que nenhum dos obreiros(as) da REMA? Ah! melhor não terminar essa pergunta!

Não que esse líder, homem ou mulher, não possa estar noutro lugar nesse instante e se apaixomar pelo trabalho missionário na REMA, tal como o Bispo Davi Ponciano que era de Niterói e o Bispo Adolfo que era de São Paulo. Aliás, dois Bispos que alimentaram a igreja da Amazônia com suas vidas. Viveram o episcopado e morreram no episcopado amando aquela terra e aquelas gentes!

Mas eu me lembro o quanto chorava o Bispo Adolfo ao ser reeleito em Piracicada e ser naquele Concílio transferido de São Paulo para a Rema. Naquele choro houve algum choque, com certeza, mas em seguida houve uma conversão daquele coração à missão na Amazônia. Antes dele, parece-me, houve a eleição de uma pessoa para o episcopado e ao ser designado para uma região missionária, ele corajosamente renunciou. Abriu mão do episcopado e do poder e prestígio que isso representa nesse nosso mundinho eclesial, acredito eu, por não ter o perfil para aquilo que lhe estava sendo proposto.

Stanley Jones, um dos maiores missionários metodistas, abriu mão do episcopado por razão oposta. Não aceitou deixar o trabalho missionário que fazia na Índia para ser um bispo da Igreja Metodista nos EUA.

Não estou falando ou pressupondo mérito ou demérito, mas perfil, paixão para assumir missões na Amazônia ou paixão para missões urbanas, nas grandes metrópoles, nas pequenas cidades do interior dos estados do sudeste ou do sul. Não estou considerando em nada posturas políticas de esquerda ou direita, ou qualquer ideologia humana ou corrente teológica. Estou pensando apenas na vocação e na unção do poder do Espírito Santo e que faz aqueles medrosos de João 20 se transformarem naqueles homens e mulheres intrépidos: "Aqueles que viram o mundo e essa ordem iníqua de ponta cabeça chegaram!" (At 17:6b). Aqueles que servem ao Deus vivo que derruba o Saulo do cavalo (At 9) e muda os seus intentos estão entre nós e se expalham! Que coisa gloriosa de se ouvir!!!

Sinceramente gostaria muito de pensar em perfil. Fazemos isso quando vamos contratar uma pessoa para o trabalho em nossa casa ou em nossa empresa.

Gostaria muito de que fossem explicitados os desafios de ser bispo ou bispa missionário(a) na Amazônia. As metas. O plano estratégico da REMA, pelo que sei, aprovado pelo último Concílio Regional da REMA, sob a batuta e liderança do saudoso bispo Adolfo.

Nessas reflexões não há outra intenção senão conjecturas e também oração para que a pessoa a ser escolhida pelo Concílio não tenha como prioridade o ser bispo ou bispa, mas doar-se integralmente a uma missão que de longe, numa visão romântica, parece fácil. Mas como vemos na vida e na morte dos bispos que lá serviram, exige enorme renúncia. E como vemos, Deus chama o missionário, mas chama também a família do missionário. Toda a família vai para o campo e tem de amar missões.

Gostaria de uma eleição diferente para o futuro bispo ou bispa da Região Missionária da Amazônia. Precedida por oração e avaliação. Para que pudéssemos, após o "trabalho de casa" feito, nos reunir em Concílio Geral e sem indicação e sem debate podermos votar e ao final da votação dizer: "Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós..."

Autor: Pr. Ronan Boechat de Amorim

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Biografia: Caminhos de uma itinerância na vida do Bispo Adolfo


Bispo Adolfo Evaristo de Souza nasceu em 11 de fevereiro de 1944 na cidade de Rinópolis, interior de São Paulo. Faleceu na tarde de domingo, 30 de outubro, após ter presidido mais um Concílio Regional na Região Missionária na Amazônia (Rema), aos 67 anos, vítima de infarte. Teve duas paradas cardíacas, uma em Ouro Preto do Oeste e a outra em Jí-Paraná, ambas cidades em Rondônia. Os médicos tentaram por 35 minutos reanimá-lo, mas o Senhor o chamara para a glória celestial.

O Bispo Adolfo relata em seu livro, "Fé no Caminho de uma Vida", (publicado este ano), que resolveu santificar o próprio nome. "Nasci em 1944, ano da II Grande Guerra Mundial, onde o grande líder foi um sanguinário de nome Adolf Hitler. Na juventude resolvi santificar meu nome, pois não sabia a razão do meu pai ter me batizado como Adolfo", diz firmando ainda que o desejo maior era de promover a vida ao invés da morte. "Não queria ter sobre mim o peso da morte e por isto orei ao Senhor para que fizesse de mim um promotor da vida" (p. 19).

Filho de uma família pobre, os pais Izidoro Evaristo de Souza e a Maria Guilhermina Pereira de Souza, se mudaram para a capital paulista na década de 40 em busca de recursos para sustentar as dez pessoas da família.

Metodista desde criança, os caminhos ensinados pelos pais ficaram na memória como é registrado no livro. “Dos ensinos recebidos na Escola Dominical, ficaram bem na memória a Oração do Pai Nosso e, esta oração teve um impacto muito grande na minha vida”, relata.

Morou em Vila Bela, na Rua da Eras nº 13, contígua Rua Ibitirama, e vivia na rua com a as outras crianças. Um dia ele resolveu pegar umas moedas do cofre do pai. “Numa madrugada estando só, peguei o cofrinho e comecei a puxar moedas, quando ouvi uma voz: ‘não pega’”. Achando que estava sendo observado por alguém, ele abre a janela e depois a porta. “Morávamos num cortiço e nada, ninguém me espiava. Voltei ao serviço da captura das moedas e ouvi novamente: ‘não pega’”, de imediato o pequeno Adolfo entendeu que Deus estava exortando-o, mas como criança sem dono, deu uma resposta inusitada à voz misteriosa. “Depois de alguns dias as trago de volta” (p.21).

O garoto travesso, 15 dias depois volta aprontar. “Tomei uma xícara de café, derramei querosene e risquei o fósforo e quando as chamas começaram a baixar, tomei o garrafão derramando mais líquido”, segundo ele, o que gerou uma grande explosão e sua avó ficou de joelhos orando para que não houvesse nenhuma queimadura. A partir dessa experiência de criança com seis ou sete anos como relata, tudo que acontecera doravante era compartilhado com Deus.

O garoto cresce e conclui o “Ginasial” em 1965 no Colégio Estadual José Bonifácio de Carvalho, em São Caetano do Sul, SP. Sentiu Deus chamá-lo para a Seara no ano seguinte. O Rev. Durval de Oliveira fez sua recomendação à Faculdade de Teologia com a aprovação do Concílio Local da Igreja Metodista em São Caetano.

Em 1967 é matriculado no Curso Básico da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista – FATEO, à “Casa dos Profetas” como relata. A Fateo vivia algumas tensões próprias de um mundo em transformações sociais. A turma de 1967 convidou como paraninfo Dom Helder Câmara, o que provocou um desagrado em grande parte dos metodistas. Os contratempos fizeram com que os alunos entrassem em greve.

Casado com Dona Aurelita em setembro de 1968, cerimônia realizada pelo Rev. Dorival Rodrigues Beulke, teve dois filhos: Arnaldo Luiz e Ana Cristina. Em oração, recebe a confirmação de Deus que voltaria aos estudos teológicos no ano seguinte. Adolfo Evaristo de Souza era um dos nomes confirmados no Concílio Regional da Terceira Região Eclesiástica para efetivar a matrícula em janeiro de 1969.

Formou-se no ano seguinte recebendo a primeira nomeação para Jardim Vila Galvão, em Guarulhos, SP. Depois de formado percorreu os caminhos da itinerância pastoral passando por Suzano, Sorocaba, Santo André, Central de São Paulo. Também esteve em missões no Nordeste: Recife, Jaboatão dos Guararapes, PE, João Pessoa, PB e Campina Grande, PB.

Em 1997, o 16º Concílio Geral realizado em Piracicaba, SP, elege e envia-o para presidir como Bispo a Terceira Região Eclesiástica da Igreja Metodista. Seu episcopado é marcado por um projeto missionário com ênfase na santificação. Seu ritmo de deslocamento é bastante intenso, tendo rodado cerca de 90 mil quilômetros em um ano.

Foi reeleito Bispo no 19º Concílio Geral em Brasília, DF, para dar continuidade à missão na Rema, mas o Senhor o tomou para si. Como ele mesmo afirma no prefácio do livro ele sempre se dispôs a ir onde Deus o enviasse.

“Não programei a vida, a fé é que me programou, e um dos textos bíblicos que mais se identifica comigo está em João 3.8: ‘O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Ao Senhor Jesus, a honra, a glória e o louvor sempre.”

Segura na mão de Deus e vai...

Pr. José Geraldo Magalhães Jr.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SETE ERROS MINISTERIAIS


O que pode levar um ministério a parar no tempo

Muitos ministérios começam com força e crescem espantosamente. No entanto, após o crescimento inicial, patinam. Tenho ouvido isso centenas de vezes da boca de pastores ao longo dos anos. Deus não quer que nossos ministérios fiquem estagnados. Para nos ajudar a ser ministros bem-sucedidos, Deus nos dá exemplos de erros a serem evitados, os quais Satanás está interessado em usar para impedir que nossos ministérios sejam aquilo que Deus quer que sejam.

1. PARE DE CRESCER
Todo aquele que se mostra resistente a uma nova forma de fazer as coisas, defendendo o status quo ou se opondo à mudança que Deus deseja que aconteça, está perto de perder seu posto de liderança.

A chave para vencer as ciladas da liderança é continuar crescendo. Continue desenvolvendo suas habilidades, seu caráter, sua perspectiva, sua visão, seu coração para Deus e sua dependência dEle. Não pare de aprender. Leia livros e revistas, leia e releia a Bíblia, relacione-se com outros cristãos, ouça fitas e participe de congressos.

2. PARE DE SE IMPORTAR
O líder que pára de ter paixão pelo ministério não irá longe. Esta é uma das armadilhas do ministério: há pastores que seguem servindo ao Senhor porque sabem que isto é o certo, mas seu coração não está mais no ministério. Não é assim que se serve a Deus.

Se você caiu nessa cilada, há esperança. Do mesmo modo como se restaura o amor no casamento, você deve fazer as coisas que fazia no princípio. Em outras palavras, comece a agir do modo como agia quando estava no primeiro amor. Mesmo que não se sinta mais apaixonado, aja de modo apaixonado. É mais fácil agir para sentir do que sentir para agir. Se você age amando, aqueles sentimentos voltarão. Faça, então, as coisas que originariamente lhe traziam alegria no ministério.

3. PARE DE OUVIR
Aprenda a ouvir e a ser sensível aos outros. Estimule as pessoas às quais serve no ministério a conversar com você. Peça-lhes para contar seus problemas, suas dificuldades, seus medos, suas aspirações, seus sonhos e suas mágoas. Seja aberto às sugestões e às críticas construtivas e busque outras perspectivas.

4. PERCA O FOCO
Muitas coisas podem distrair você do ministério. Problemas de ordem pessoal ou de saúde podem distrair você. Disputas de interesse podem distrair você. Coisas que você acha que são divertidas, boas e maravilhosas podem distrair você. Satanás não se preocupa se você não está pecando quando está distraído porque, quando você está distraído, você não está fazendo o que Deus quer que faça.

Deus quer que você mantenha o fogo. Nunca esqueça sua missão. Diz a Bíblia que “ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62). Não perca o foco.

5. FIQUE SATISFEITO
A auto-satisfação é inimiga do bom líder. Se Deus lhe diz para ir, fique firme. Jamais pare de depender do Senhor. Pare de enrolar. Corra riscos na fé. Abra a embalagem. Tente algo que não pode ser explicado pelo poder da carne. Diga a si mesmo: “O que pretendo fazer em meu ministério e que poderá falhar a menos que o poder de Deus me socorra”? A menos que Deus seja sua bóia de segurança, você não está vivendo realmente pela fé. Dependa do Senhor.

6. TORNE-SE ARROGANTE
Tenho visto acontecer demais. Quando um líder se torna arrogante, sua liderança sucumbe. Quando você acha que tudo depende de você e que não depende da ajuda do Senhor em seu ministério porque consegue manejar tudo, fique alerta.

7. FALHE EM DELEGAR
Quando um ministério patina, Deus está lhe dizendo que alcançou o limite do poder que lhe deu para fazer sozinho. Você precisa ir do fazer ao delegar.

Envolva outras pessoas em seu ministério. Torne-se um líder de ministros. Liderar ministérios é um ministério em si mesmo. D. L. Moody disse o seguinte: “Prefiro pôr dez homens para agir do que agir por dez homens”.

Se você evitar estas sete armadilhas, terá um longo caminho para construir um ministério que perdure.

Autor: Rick Warren

sábado, 15 de outubro de 2011

PASTORES SOFREM DE SOLIDÃO

Pesquisa diz que 55% estão desanimados com a igreja por estarem só

Para alguns o ministério pode ser encarado como um fardo que exige abdicar de certos prazeres. A dificuldade em conciliar o ministério com família, amigos e companheiros de caminhada, fez com que muitos pastores se isolem, ainda que involuntariamente, do relacionamento e convívio social. A solidão pastoral é um problema que tem incomodado a liderança mundial e resultou em uma pesquisa produzida pela LifeWay americana. O resultado apontou que 55% dizem que estão propícios a solidão e ao desânimo por estarem só.

Mais da metade 55% dos mil pastores protestantes disseram que concordavam com a afirmação. “Acho que é fácil ficar desanimado". O mesmo percentual de pastores também disse que estar no ministério pastoral os faz sentir solitários, por vezes.

Mas para quem pensa que estes líderes querem abrir mão de tudo em prol do Reino se engana. 98% deles disseram que se sentem privilegiados pelo chamado a servir. “"Muitas estatísticas frequentemente citadas falam de pastores miseráveis e infelizes, mas não é isso que vemos quando na verdade lhes perguntamos", disse Ed Stetzer, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento no ministério LifeWay Christian Resources.

Um dado curioso, boa parte dos pastores com mais 65 anos são os menos desanimados. A pesquisa mostrou ainda que os pastores de grandes templos são os que mais reclamam da solidão. “Ironicamente, pastores de igrejas maiores são mais solitários. Daqueles em congregações com frequência média de 250 ou mais, 17% discordam fortemente que o ministério pastoral faz sentir solitário às vezes. Em comparação, 32 % com as igrejas de 0-49 e 27 % com as igrejas de 100-249 discordam totalmente".A principal razão para o desânimo pode vir de expectativas irreais, Stetzer explicou. "Voluntários Líderes influenciados por uma mentalidade consumista cristã ferem todos os envolvidos. Precisamos muito menos clientes e muito mais co-trabalhadores", disse ele.

Apesar da carga de trabalho alta para muitos pastores, a pesquisa mostrou que a maioria não sentia que seu ministério teve um efeito negativo sobre sua família."O pastoreio pode ser estressante para uma família, mas ao contrário de algumas estatísticas hyped, a maioria não acredita que ser um pastor tem prejudicado a sua família", disse Stetzer, que também serviu como um pastor. "Pastoreio é difícil, e vida familiar é um aquário, mas exagerar o desafio e os perigos de pastorear pode desencorajar os pastores e criar uma expectativa de interrupção da família - levando a esse problema", disse ele.

RISCO DA SOLIDÃO PARA SAÚDE: Um estudo feito por pesquisadores americanos confirmou: Solidão faz mal à saúde. O estudo analisou o histórico de saúde de mais de 300 mil idosos que lutavam contra alguma doença grave. Eles foram divididos em dois grupos. O dos que tinham uma rede de relacionamentos e o dos que se declararam sozinhos. O tempo de sobrevida de quem tinha amigos foi 50% maior.

Comparando com outros estudos, os pesquisadores concluíram que a solidão é um fator de risco tão grave quando o tabagismo e o alcoolismo. E mais perigoso do que a obesidade e o sedentarismo.

Com informações do Christian Post e G1

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sobre Frangos, iPhones e Sabedoria


Eu estava a caminho da reunião na nossa igreja no Soweto, no início desse ano, quando passamos por esse comerciozinho à beira da rua:



Parecia um microcomércio como outro qualquer naquela rua. Mas quando eu li o letreiro, ao princípio pensei que tinha lido errado. “Não”, eu disse comigo mesmo. “Não pode ser isso.”

Depois, ao voltar da igreja pelo mesmo caminho, pedi ao meu amigo que dirigia para passar na frente devagar. Eu tinha que confirmar. E de fato: Eu tinha lido corretamente a primeira vez:


Vendemos Fotocópias. Recarga de celular. E frangos.

O QUÊ????

Não é comum você ver estas três palavras juntas na mesma frase. Eu tive que parar e tirar uma foto, senão ninguém ia acreditar em mim. A minha reação inicial foi rir. Eu não pude evitá-lo. É cômico. “Ô tio, me dá uns 50 minutos de recarga aí. Tira cópia pra mim desses documentos aqui. Ah, e vou levar dois frangos também.”

Mas pensando bem, talvez aquele Sowetano não tem nada de bobo.

O meu amigo me disse que frango é um alimento básico no Soweto. Então faz sentido que se você está tentando ganhar a vida aqui, sobrevivendo a difícil situação econômica, que você venda galinhas neste mercado. Tem que se virar para sobreviver. E o povo do Soweto sabe uma coisa ou duas sobre sobrevivência.

Então vamos aprender algumas lições com eles:

1. Diversidade
Às vezes você está numa situação na qual tem que tentar algo novo. Muitas pessoas falham nos negócios, relacionamentos, fé e em outras áreas porque ficam presas a rotina e recusam-se a mudar. A Apple começou como uma companhia de computadores pessoais. Quando lançaram o iPod há dez anos atrás, um produto que não era o negócio principal deles, os céticos previam o fracasso. Quando a companhia entrou no negócio de celulares em 2007, o presidente da Microsoft, Steve Ballmer disse: “Não existe a mínima possibilidade do iPhone atingir qualquer fatia significativa de mercado. Nenhuma possibilidade.” Avançando para 2010: A Apple ultrapassa a Microsoft como a companhia mais valiosa no mundo em tecnologia. E em 2011, eles possuem 25% do mercado de smartphones (Microsoft 8%).

Quando o apóstolo Paulo encontrou resistência por parte dos judeus, ele diversificou: “A partir de agora vou para os gentios.” (Atos 18.6) E por causa dessa decisão corajosa, que quebrou totalmente a tradição, o Evangelho alcançou as nações.

O seu medo de mudar pode ser o seu maior obstáculo para crescer. Você fica preso a um emprego que você odeia porque o seu medo de sair é maior do que o seu desejo de crescer. O seu casamento padece porque você continua tentando mudar o seu parceiro em vez de mudar você mesmo. A sua fé deixa de funcionar porque você permitiu que ela se tornasse nada mais que uma rotina.

Se tudo o que você tentou até hoje não deu resultado, e as coisas continuam piorando, talvez seja hora de mudar de estratégia. Que tal tentar um pouquinho de frango?

2. Foco
Às vezes você tem que resistir as distrações e focar-se naquilo que é mais importante. Sim, eu sei que esta lição é contrária a anterior – mesmo assim, é igualmente verdadeira. Você não pode ser todas as coisas para todas as pessoas. Às vezes saber quando dizer “não” é tão importante quanto saber dizer “sim” – se não for mais.

A ideia de “vamos-vender-galinhas-também” pode trazer ao nosso amigo de Soweto um dinheirinho extra, mas o que dizer do seu negócio? Confusão? Qualquer coisa serve? Desespero? Pelo que sei, pode ser uma ideia brilhante ou idiota. (Talvez quando eu volte no Soweto, eu passe por lá e veja qual delas é).

Às vezes você tem que fazer uma só coisa, e fazê-la bem, antes de mudar para outra coisa. Acerte-se com Deus antes de tentar crescer o seu negócio. Conserte o seu casamento antes de tentar ter um filho. Pare de agir como criança antes de pensar em casar-se. Ponha a sua cabeça no lugar e um corpo saudável irá segui-la. Em outras palavras, concentre-se. Uma coisa só, e ponha toda a sua força.

Conclusão:
Estas duas lições se opõem uma à outra mas isso não faz nenhuma delas errada. As duas estão certas, se usadas na situação apropriada. A sabedoria é saber qual delas usar, e quando.

Autor: Bispo Renato Cardoso

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Falsas revelações com dados pessoais do Orkut Facebook ou Twitter


Existem muitos e-mails circulando a respeito de um assunto que de certa maneira deixou-me preocupado. Eles mostram vídeos que desvendam “profecias” muito pessoais, que coincidem 100% com os dados públicos de certas pessoas, em perfis como ORKUT, FACEBOOK ou TWITTER.

O intrigante é que parece que tais “dons” tem se proliferado dentro das igrejas, principalmente evangélicas pentecostais. Isto é preocupante, pois abre um leque de possibilidades para falsários que utilizam a boa fé de pessoas que buscam uma solução para problemas pessoais, os quais, muitas vezes somente um milagre poderia resolver.

Nessas supostas “revelações” a pessoa é exposta diante de toda a igreja, onde seus dados pessoais e preferências das mais diversas, são “reveladas”. No youtube você encontrará muitos vídeos desmascarando, comparando as profetadas com os dados encontrados nas redes sociais.

Vamos analisar friamente:
# Qual o objetivo de revelar todos os dados pessoais de alguém?
# Revelar a placa do carro não significa garantia de milagre!
# Revelar a rua, casa e cidade onde a pessoa nasceu, que vantagem temos nisso?
# Para que revelar onde o irmão passou a lua de mel?
# Para que revelar a cidade preferida da pessoa?
# Para que revelar as preferências musicais, onde está o milagre nisso?
# Qual o objetivo de revelar a atividade comercial de alguém?
# Bíblia que é bom, não sabe nada! Em compensação, da tua vida tudo!

A grande dúvida é como o falso profeta liga os dados a pessoa que esta no culto. Já vi em alguns comentários no youtube que o sujeito pesquisa as comunidades que a igreja possui, e vasculha a vida dos membros, e até dos pastores, chegando a decorar a fisionomia e os dados. Outros dizem que uma olhadinha no edital pode revelar muitos nomes completos, e assim ligar ao perfil do Orkut/Facebook. Outros dizem que alguém passa através de um ponto eletrônico nomes “comuns” e o "profeta" começa a “pescar” na igreja, a vai por eliminação, até chegar ao perfil correto!

Não demorará muito e o tiro sairá pela culatra, qualquer dia desses as falsas revelações serão de informações falsas, que alguém colocará propositalmente para desmascarar publicamente esses indivíduos.

Não podemos evitar que esses falsários se proliferem, mas se restringirmos as informações nas redes sociais, com certeza, o numero dessas “revelações” diminuirá a cada dia.

Decidimos não citar nomes (mesmo porque são vários "profetas") nem colocar os vídeos aqui no site, mas, você é livre para procurar no youtube e tirar suas próprias conclusões.

OBS: Cuidado com as informações que você coloca nas redes sociais!
Fonte: Midia Gospel

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fé no Trânsito


A minha fé manifesta-se, mais vezes que gostaria de admitir, no trânsito. A autenticidade da minha vida cristã, atrás do anonimato do insulfilme. Nos momentos em que somos provocados por “barbeiros” e tentados a “defender nossos direitos”, especialmente de chegar 5 segundos mais cedo no próximo semáforo, é quando “o justo viverá pela sua fé” (Hb 2.4).

Mudar meus hábitos de pilotagem tem sido um projeto pessoal em minha vida nos últimos anos. Sempre achei que Deus havia me chamado, como “professor/pastor”, a “dar um lição” aos outros motoristas na “auto-escola da vida”. Mas, pela graça de Deus, pela vida de Cristo em mim (Gal 2.20), tenho progredido cada vez mais. Minha esposa é testemunha disso. Mas ainda há uma boa estrada para andar. Literalmente.

Talvez eu seja hipócrita, mas acho graça assistir alguns outros motoristas, talvez irmãos em Cristo, que publicamente proclamam sua crença em Cristo através de adesivos de carro, mas cujos hábitos de pilotagem colocam em dúvida sua profissão de fé:

Esse carro ficará desocupado em caso de arrebatamento

Buzine se você ama a Jesus

Carro rastreado pelo Espírito Santo

É hora dos motoristas cristãos se converterem, assim como os para-choques de seus carros! E para aqueles que são chamados como líderes e exemplos para o rebanho do Senhor, é imprescindível que nossos hábitos no trânsito reflitam um coração transformado por Jesus: É necessário, portanto, que o bispo [pastor/presbítero] seja irrepreensível...temprerante, sóbrio, modesto...não violento, porém cordato, inimigo de contendas (1 Tm 3.2,3). “Torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza (1 Tm 4.12). Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos...paciente (2 Tm 2.24).

Se somos o que somos quando ninguém nos vê (ou nos reconhece); se revelamos nosso verdadeiro caráter no escuro, quando ninguém consegue ver quem está no volante—quem somos, de fato? Assim como no lar, o trânsito tende a ser um lugar onde baixamos as máscaras e somos quem realmente somos.

Mas como mudar esse quadro? Como mudar velhos hábitos de ignorância, ira e impaciência nos engarrafamentos e diante de pessoas egoístas que ultrapassam quilómetros de carros parados quando voam pelo acostamento?

Mudança bíblica acontece quando vejo minha incapacidade, vejo meu coração, vejo as tendências da minha carne, e corro até a cruz de Cristo para obter misericórdia e graça em tempo oportuno (Hb 4.16). É um processo contínuo, momento após momento, em que identifico minha profunda carência da vida de Jesus sendo vivida através de mim, e em arrependimento e fé, corro até a cruz, onde encontro misericórdia e graça. Envolve uma renovação da minha mente, para não ser conformado ao egoísmo que norteia as leis de sobrevivência selvagem nas estradas, mas transformado à Lei Outro-cêntrica que é a vida de Cristo em nós (Rm 12.1,2; Mc 10.45; Fp 2.1-11).

Essa dependência de Cristo e Seu Espírito, momento após momento, em que somos transformados pouco a pouco à imagem de Cristo, de glória em glória, chama-se “santificação” (2 Co 3.18). Diz respeito às atitudes e ações diárias, corriqueiras, “insignificantes” da vida, onde a vida de Cristo manifesta-se (ou não) em nossa vida. Quando somos tentados a dar uma “cortada” no sujeito que nos cortou na rodovia. Quando queremos falar algumas palavras escolhidas sobre o motociclista que arrancou nosso espelho no engarrafamento. Quando aquela mulher passou na nossa frente e pegou o último lugar no estacionamento. Quando o caminhão na nossa frente só anda 15 km por hora na longa subida, sem ultrapassagem. É nesses momentos que carecemos da graça (e da paciência) de Jesus!

Graças a Deus, pela obra de Cristo na cruz Ele já nos vê como “homens perfeitos”, vestidos na justiça de Jesus (2 Co 5.21). E um dia todos nós que conhecemos a Cristo chegaremos ao final desse processo, com a imagem de Cristo eternamente “impressa” em nós:

Estou plenamente certo de que Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus (Fp 1.6)

Sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque havemos de vê-lo como Ele é . . . (1 Jo 3.2,3)

Mas hoje, Deus quer que cooperemos com Seu Espírito e Sua Palavra para que cada dia que passa nos tornemos mais parecidos com Seu Filho em atitudes, ações e pensamentos, para que Ele seja glorificado em nós—NO TRÂNSITO!

O livro de Provérbios nos traz grandes desafios neste sentido. Alguns textos que podem nos ajudar a renovar nossa mente nas horas de tentação no volante incluem:

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. (Pv 15:1)

A ira do insensato num instante se conhece, Mas o prudente oculta a afronta (Pv 12.16)

O insensato expande toda a sua ira, Mas o sábio afinal lha reprime. (Pv 29.11)

O longânimo é grande em entendimento, Mas o de ânimo precipitado exalta a loucura. (Pv 14.29)

Se procedeste insensatamente em te exaltares, ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca (Pv 30.32)

Melhor é o longânimo do que o herói da guerra, E o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade. (Pv 16.32)

Quem retém as palavras possui o conhecimento, E o sereno de espírito é homem de inteligência (Pv 17.28)

O homem iracundo suscita contendas, Mas o longânimo apazigua a luta (Pv 15.18)

Antes de por um peixe ou adesivo “cristão” no seu carro, veja se os hábitos do velho homem não podem ser crucificados pelo poder da ressurreição de Jesus. Na minha vida, sei que é uma obra em constante andamento. Antes de buzinar se você ama a Jesus, que tal dirigir como Ele?

Autor: Davi Merkh

domingo, 17 de abril de 2011

5 formas de fazer seus filhos odiarem a igreja .


"Vocês são uma família que frequenta a igreja, o que mais importa, não é mesmo?"

1- Assegure-se de que a sua fé seja algo que você só vive em público

Vá à igreja… pelo menos de vez em quando. Assegure-se que você concorda com o que o pregador diz e, no caminho de volta para casa, afirme que concordou principalmente com aquela parte em que ele falou sobre a obediência dos filhos, mas pare por aí. Não leia a Bíblia em casa. O pastor já vai te dizer tudo o que você precisa aos Domingos. Não se preocupe muito com as questões que seus filhos fizerem sobre Jesus e sobre Deus. Viva da forma que você quiser durante a semana, para que seus filhos entendam que duplicidade não é errado.

2- Ore apenas na frente das pessoas

Você só precisa orar quando sua família aparece para visitar, nas refeições de natal e ano novo, quando alguém está doente e quando você quer alguma coisa. Qualquer coisa além disso, não se dê ao trabalho. Seus filhos verão que você ora na frente das outras pessoas; não há necessidade de fazê-lo na intimidade do lar.

3- Mantenha o foco no moralismo

Insista sempre para que seus filhos sejam honestos com você. Deixe que eles saibam que é a coisa certa a se fazer, mas sinta-se à vontade para mentir na sua própria vida e nem considere a necessidade de dizer a verdade a eles ou a qualquer pessoa. Fique muito bravo quando as crianças falarem falavras “feias” ou “baixas”, mas poste, leia, assista e fale o que quiser na TV, no Facebook e no Twitter. Foque sempre em ser uma pessoa boa. E que a sua definição de “pessoa boa” seja ambígua.

4- Oferte financeiramente desde que isso não comprometa suas necessidades

Faça das ofertas na igreja algo muito importante. Fale sempre aos seus filhos da necessidade de dizimar, desde que você não faça isso de forma sacrificial. Deixe que eles vejam que você gasta uma tonelada de dinheiro no que você quer enquanto nega o mandamento das Escrituras de dar sacrificialmente.

5- Faça da comunhão na igreja uma prioridade... Desde que não tenha mais nada para fazer

Vocês são uma família que freqüenta a igreja, não são? Quer dizer, é isso que você fala para os seus amigos e sua família, de qualquer forma. Nunca deixe de freqüentar os cultos de Domingo. Desde que você não tenha ficado acordado até tarde no Sábado. Ou que sua família não tenha um churrasco no almoço. Ou que não esteja passando aquele jogão na TV. Ou que você não esteja muito afim. Ou… Enfim, vocês são uma família que frequenta a igreja, o que mais importa, não é mesmo?

Traduzido por Filipe Schulz

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

ORKUT: O que Deus diria a respeito do seu?


Todo mundo está falando dele. O Orkut é a maior novidade do momento quando o assunto é comportamento cyber. Alguns não sabem direito o que é, mas já ouviram falar dele, outros (muitos) participam dessa comunidade, com mais ou menos freqüência. Mas, para todos, o orkut parece exercer um estranho fascínio, tanto para apoiá-lo, como para criticá-lo. Por um lado vemos a possibilidade de fazer novos amigos/amigas. Por outro temos também a idéia mentirosa de querer ser o que não somos.

Há muito tempo pensei em fazer um perfil e participar. Recebi muitos convites. Então há dois meses criei um. E tenho visto que muitos cristãos estão usando este meio de comunicação de forma desagradável a Deus. Independente de todas as ferramentas que o orkut proporciona, parece que não é a somatória delas que envolve as pessoas na sua onda. Alguns dizem que é apenas um modismo passageiro que, por não ter utilidade, em breve, as pessoas vão se desligando da comunidade. Mas isto não é verdade. Cada vez temos o interesse mais profundo em conhecê-lo.

Quando falamos sobre seu uso no Brasil, este fascínio parece ser ainda maior. O Brasil é o país com a maior presença no orkut. A presença do brasileiro fica ainda mais significativa se pensarmos que, a maioria da população, infelizmente, ainda não tem acesso à internet. O que venho a dizer é que um estudo Bíblico pela internet fica difícil para o cristão procurar. Mais ele faz o possível e até um extremo sacrifício para estar presente na lan-house batendo um papo no orkut. Sem contar às comunidades que muitos cristãos estão participando. Comunidades estas que até algumas pessoas não cristãs jamais pensariam em estar.

Talvez você esteja ai achando isso uma bobagem. Mais eu lhe pergunto: O teu filho ou tua esposa/esposo tem acesso a sua identidade no orkut? Muitos dirão que sim. Mais creio que muitos também dirão o contrário. Creio que precisamos mais vigilância dentro de nossos lares. Tenho relatos de pessoas mentirosas (crentes) em seus perfis. Sinto muito mais estes não fazem parte de meus contatos. Talvez seja duro demais, não sei. De uma coisa eu sei: O pai da mentira é o diabo. Seja mentira virtual ou não. Temos visto também uma forma diferente de expressão nas pessoas que se identificam com nossa fé dentro deste quadro Orkut. Seria este o lado que a igreja estaria prendendo? Ou que os pastores desconhecem em suas ovelhas? Não sei. Talvez.

Muitos na realidade têm sido tragados pelo diabo dentro de suas casas. Pode-se dizer que a intenção é estar em contato com os amigos. Mas aqueles que estão na comunidade sabem que, aqueles amigos freqüentes em suas conversas às vezes são vistos de outra forma.Tenho visto perfil de alguns dos nossos com as mais variadas formas. "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós". Mas alguns há que se declaram amantes do mundo e de suas concupiscências. A Bíblia condena tais hábitos.

Abro novamente um parêntese para dizer que sou usuário do Orkut, esta mensagem é apenas um alerta. Por várias vezes quis excluir meu perfil mas confesso que ainda não o fiz. Por isso resolvi hoje colocar um alerta para pais, pastores, lideranças etc.

Sem contar a confusão teológica que as comunidades postam. Ocasionadas por várias mentes pensando de formas variadas. E temos ainda o risco de termos membros de nossas igrejas ensinados por satanistas. Desde heresias a prostituição, tem de tudo. "Como uma fonte de água doce jorra ao mesmo tempo água salgada". Entre o perfil das pessoas mundanas e o perfil do povo de Deus no Orkut, não há muita diferença, pois ambos ouvem as mesmas músicas, curtem as mesmas coisas. Em Romanos 6 Paulo declara: “Andemos nós em novidade de vida” e em 2 Coríntios 5.17 "Se alguém está em cristo nova criatura é, tudo se fez novo". Como pode então o povo de Deus estar no Orkut e não fazer nenhuma diferença? Olha a mensagem de Paulo aos Filipenses: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai". Como podemos dar exemplo como filhos de Deus, se no Orkut, nossas fotos revelam impureza, seios, pernas e nádegas à mostra para quem quiser ver. Imagino a tristeza no coração de Deus. Onde está a santidade do povo escolhido? Na cruz o sangue de Jesus escorreu por nós, fomos comprados por alto preço e não podemos nos conformar com os padrões deste mundo impostos a nós. Devemos fazer a diferença, a Palavra declara que os que seguem a Jesus de forma alguma serão confundidos. Se você tem fotos em seu álbum, nos padrões acima citados, delete meu irmão. Façamos a diferença. Deixo ainda esse texto para reflexão:

Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação”.(1Ts 4.7)